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Rubén Damas

"O mais difícil é dar a si próprio a oportunidade de mudar".

Rubén tinha 23 anos quando teve o seu primeiro episódio psicótico. E tudo mudou: afastou-se dos amigos e da família, abandonou os estudos de informática e isolou-se no seu próprio mundo. "Escolhi isolar-me e ficar com o mundo que tinha na cabeça. Afastei-me da vida e deixei de fazer tudo", conta.

Ao longo do seu processo de recuperação, ela destaca o papel da sua família, os cuidados que recebeu no centro de saúde mental para adultos (CSMA) e, acima de tudo, o apoio que recebeu do serviço de reintegração no trabalho. "Senti que estava a crescer ao lado de pessoas que realmente me apoiavam, que se preocupavam comigo", recorda com um toque de gratidão.

“A parte mais difícil deste processo é dar-se a oportunidade de mudar, de querer viver”, explica. Mas para chegar até aqui, “primeiro tive de me perguntar o que queria ser, agora que era uma pessoa diferente”. Uma pessoa diferente que encontrou uma forma de se reconectar com a vida, decidindo quem é e como quer vivê-la.

Este conteúdo não substitui o trabalho das equipas profissionais de saúde. Se pensa que precisa de ajuda, consulte o seu profissional de saúde habitual.
publicação: 8 junho 2026
Última modificação: 8 junho 2026

Rubén tem 32 anos, estuda integração social e planeia estudar educação social na universidade. Gosta de ver séries de TV, jogar jogos de tabuleiro, ler e passar tempo com os amigos.

Depois de um primeiro episódio psicótico em 2017, reconstruiu o seu projeto de vida, enfrentando a incerteza das mudanças, mas com as coisas mais claras do que nunca.

Neste testemunho, partilha como foi todo o processo para chegar onde chegou: fazer o que o faz feliz e rodeado de pessoas que o acompanham nesta caminhada.